sábado, 13 de agosto de 2011

QUE DELÍCIA!


(by jan)

Foi assim que pronunciaste
o teu prazer, ao senti-lo tão intenso,
e ao demonstrar o quanto gostaste
da minha ousada tríplice carícia.
Ao sussurrares aquele gemido,
antes tão contido,
como se fosse um delicado lamento,
ao meu ouvido,
realizaste um sonho meu, naquele momento,
o de possuir-te definitivamente
e fazer-te gozar, após longo tempo, intensamente.

Ao beijar tua flor
que se abriu inteira para mim,
ao vislumbrar aquela deusa,
no meio das tuas coxas,
exibindo aquele lindo botão,
eu voraz como um zangão,
diante daquela maravilhosa visão,
suguei-a, então, bebi do teu mel
e foi assim, acredita, que me senti no céu!

Garota, quando vi todo o teu corpo arrepiar,
como que atingida por uma centelha divina,
ao morder e lamber o teu pescoço e ombros,
permitiste-me descobrir que é assim
e só assim, que devemos nos amar,
porque és clitórica, e a grande verdade
é que só essas privilegiadas criaturas,
gozam, como gozaste, com tamanha intensidade!

Tu é que és, toda, uma verdadeira delícia,
da cabeça aos pés, libera-te, aproveita, querida,
sem pudores ou receios, entrega-te!
Nesse momento mágico da tua vida,
deixa crescer, novamente,
essa fantástica mulher
que existe em ti, minha vida!
Amemo-nos de todas as formas e maneiras!

Permita-me testar, mais uma vez,
todo o teu potencial,
nos lençóis da nossa cama,
penetrar todos os teus recantos,
até aqueles, os mais recônditos,
onde escondes, com certeza, bem guardado,
o manancial do teu contido prazer,
soltar toda a tua emoção, definitivamente,
amar-te, então, por toda a vida, intensamente.

És a mulher dos meus mais ternos sonhos,
aquela que trago gravada no meu peito
e em meu, privilegiado, pensamento,
onde permaneces aprisionada,
de todos e de tudo protegida,
há tanto tempo escondida,
da temida calúnia, preservada,
a maior inimiga do amor.
És a mais gostosa, a mais desejada,
a mais difícil, a mais proibida
e, por isso mesmo, a mais amada!

Quero-te para sempre ao meu lado,
cuidar de ti, da tua vida,
zelar pelo teu nome, pela tua moral,
te dar o conforto que mereces,
fazer-te vibrar, sobre e sob mim,
para que todos te respeitem,
porque és muito mais, és assim,
essa delícia que um dia conheci
e que jamais esqueci!

QUEM SOU EU?

(by jan)
Jamais me fales de razão, não me peças coerência,
Não me cobres lógica, não me cobres nada, não é necessário.
Conscientiza-te! Eu sou a mais pura e total emoção!
Tenho razão e motivações próprias,
Porque antes sou movido pela paixão.
Essa é a minha religião, é a minha essência.
Não meças meus sentimentos,
Não tentes compará-los à coisa alguma.
Deles sei eu e meus fantasmas,
Eu e meus medos, eu e minha alma pura.
Eu sou tudo e não sou nada, dependo de como me sentes!
Tua incerteza me fere, mas não me mata, faz-me apenas sofrer.
Tuas dúvidas me açoitam, mas não me deixam cicatrizes.
Não me fales de nuvens, eu sou o Sol, eu sou a Lua!
Eu sou o fogo e o gelo, sou o calor e o frio,
Ás vezes suaves, muitas vezes mortais!
Não percas tempo contando poças d’água, elas são coisas mínimas.
Eu sou o mar profundo, intenso, violento, eu sou passional!
Não exijo prazos, nem datas, sou eterno, atemporal.
Não exijo condições, sou absolutamente incondicional.
Não tentes me explicar, eu apenas aconteço,
Sem hora e ordem, em algum lugar, em qualquer local!
Vivo em cada molécula tua, sou todo e sou uno!
Tu não me vês, mas me sentes.
Estou sempre presente na tua solidão
E mais ainda em teu sorriso, na tua alegria.
Poderás viver ou morrer sem mim,
Mas, jamais sobreviverás sem mim.
Eu sou o começo e o fim, não sou apenas um meio.
Sou a razão que a própria razão desconhece!
Tenho milhões de nomes em vários idiomas, inúmeras definições,
Algumas imperfeitas, outras certas, apenas lógicas.
Muitas com motivações próprias, pessoais.
Algumas corretas, outras totalmente erradas, precipitadas.
Apesar de saber que sou tudo e não sou nada,
Sei que sem mim o tudo é nada!
Sou o anoitecer e o amanhecer!
Sou Fênix, renasço das cinzas!
Sei quando tenho que morrer, porque sei quando irei renascer!
Mudo protagonista, jamais serei intérprete, mas serei história.
Troco de cenário, mas não de roteiro.
Sou música, ecôo, balanço, reverbero!
Sou fogo, queimo, destruo, incinero!
Sou água, afogo, invado, inundo!
Sou bondade e sou maldade, prazer e dor,
Felicidade e infelicidade, desejo e repulsa,
Alegria e tristeza, força e fraqueza, coerência e incoerência.
Sou paradoxo, não tenho preço, sou caro e barato,
Algo indefinido, indefinível, indescritível, imensurável, único.
Sou platônico ou total!
Sou tempo, sem medida, sem marcações
Sou infinito, eterno, indecifrável, imensurável!
Sou absoluto e abstrato, sou droga que cura e mata,
Sou vício, sou vida, sou morte!
Sou clima, proporcional à minha fase!
Sou vento, arrasto, carrego!
Sou furacão, destruo, devasto, arraso!
Mas também sou tijolo, massa, concreto, recomeço e reconstruo!
Sou cada estação do ano, no apogeu e na glória!
Sou teu problema e tua solução!
Sou teu veneno e teu antídoto!
Sou tua memória e teu esquecimento!
Sou teu reino e teu altar!
Sou teu trono, às vezes prisão!
Sou teu abandono e tua liberdade!
Sou tua luz e tua escuridão, teu desejo de ambas.
Velo pelo teu sono, mas também o roubo e te acordo como pesadelo!
Sou tua tranqüilidade e teu desespero!
Eu poderia continuar me descrevendo.
Contudo, creio, já tens uma idéia de quem sou.
Muito prazer! Tenho vários nomes,
Pensaste que eu fosse Deus todo poderoso?
Não, não sou! Sou, apenas, uma partícula que Dele emana,
Eu sou o amor, antes paixão,
Sou a própria paixão que, em ti, ainda vive.
Eu sou o amor da tua vida...

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

AMOR VIRTUAL


(by jan)

Nunca te vi,
Jamais, sequer, toquei no teu corpo,
Mas, mesmo ao longe, te sinto!
Não te olhei, ainda,
Nem nunca me vi no brilho dos teus olhos,
Nem provei do gosto da tua boca,
Mas ouvi a tua voz doce e delicada,
Soar em meus ouvidos, como música,
E nela encontrei toda a ternura que eu procurava,
A delicadeza que eu sempre almejei numa mulher.

Por isso, eu te quero, querida!
Mesmo sabendo que será difícil te ter,
Ousado, como sempre,
Pois, acredito em mim,
Sem receio, partirei ao teu encontro,
Para buscar-te ao longe,
Trazer-te, aconchegar-te em meu peito,
Porque creio que nada é impossível!
Mesmo sendo o nosso amor virtual,
O quê me importa?!
Só será assim por pouco tempo!
Meu corpo já clama pelo teu
E o teu implora pelo meu!
Não há mais como impedí-los
De se penetrarem,
De se fundirem, definitivamente,
Pois, na verdade, já nos amamos
E nada mais nos deterá,
Nem essa distância
Que insiste em nos separar.
Deus há de nos ajudar!

NO MEIO DAS TUAS COXAS

(by jan)

Lembro-me agora, com prazer:
Sem que eu precisasse te implorar,
Foste, entre todas, a mais generosa.
Ao acolheres, carinhosamente, a minha boca,
Naquela deusa no meio das tuas coxas.
Homenageando-te e dignificando-te,
Ajoelhei-me, como se eu implorasse aos céus,
Numa posição de beato cristão,
Eu a adorei, em minha língua, com paixão.

Naquele momento,
De inesquecível êxtase,
Ao vivenciar aquele imenso prazer,Fiquei cego e surdo, não via
E nem escutava mais nada,
Mas sentia tua linda fenda em minha boca ,
Ao sugar todo o prazer que, dela, espargias
Com uma alegria imensa, por saber
Que eras minha e à minha vida pertencias

Imortalizei-a, também!
Ao adorará-la como uma deusa,
Quando a descobri no meio das tuas coxas,
Onde naquelas ninfas sempre existiu,
Sem eu saber o quanto ela era importante
E o tanto que representava em minha vida,
Por tê-la tantas vezes desejado

DESCULPA-ME POETA!


(by jan)

Conheci Vinícius na França.
Lá, cônsul da minha pátria
e o melhor da minha lembrança.
Aqui, poeta do “Pátria minha”.
escrito, longe do seu solo, ainda no exílio,
por quem chorava, ao lado do filho.
Poema do chamado poetinha,
(pelo povo, como pode?)
Codinome que se contradiz
e nem por carinho se explica,
para quem a ele se aplica.
Isso é uma grande falta de respeito,
com quem para todos abriu seu peito,
toda sua alma e todo o seu coração.
Por quem, por seu país, sua mágoa chorou,
além de lhe doar o melhor da sua emoção
e de longe, sedento em seus versos, brotou
toda a saudade que o machucou.
Dele e de sua amada, no isolamento,
esse Homem cantou todo o seu tormento,
distante de seu país, no vazio do longo exílio,
longe do seu grande amor,
completamente sozinho, naquele frio,
Sem poder em sua “Ipanema”,
sentir seu sol e de seus amigos o calor,
em sua praia querida, em frente a rua,
onde, no bar que freqüentava, anos depois,
aquela “garota” compôs
(“Garota de Ipanema”, que mulher foi mais cantada?)
todos, agora, sabem, sua musa preferida...
Vendo-te e ouvindo-te, eu me rendo!
Agora, sei que não sou poeta, te lendo,
nem sequer pseudo esteta, compreendo.
Desculpa-me, grande poeta, conterrâneo,
minha ousadia, poeta meu, meu predileto!
Dos brasileiros, o que mais respeito,
Prometo-te, querido, nunca mais escrevo!
Minhas pseudo poesias, deixá-las-ei no leito.
Envergonhado, tentarei adormecê-las,
Ou enterrá-las em meus devaneios...
Jamais repita de novo, cada um tem seu estilo!
Poeta não tem estilo, tem inspiração,
para poder voar nas asas da quimera
com todo sentimento e muita emoção...

Só com amarras de amor...

Só com amarras de amor, prende-se um lobo do mar...
(by jan)

Içaste as velas, navegaste no meu corpo
E como se fosses hábil marinheira
Levaste-nos para o leito de um rio de carícias!
A fim de garantir que não perderias o rumo,
Usaste teus braços, como leme, direcionando-nos
Até aportarmos na cama, onde nos desnudamos famintos,
Entregando-nos ao prazer, naquela noite plácida, calma,
Num gozo infinito, tantas vezes repetido, lentamente.
Sem usares cabrestante, espringues, lançantes ou retinidas,
Amarraste nosso barco, com teu carinho, cuidadosamente,
À beira do nosso caís de amor pleno, intenso, desmedido...


Para não retornarmos à realidade, nos beijamos muito,
Despertamos nosso desejo tanto tempo adormecido,
Afastados que estávamos sem razão e sem motivo.
Foi assim que fizemos, daquela noite, a única testemunha
Do nosso amor que, diferente do desejo, jamais adormeceu,
Agora sabemos, ao vê-lo atuar, o quanto é capaz ainda de nos envolver
E, após intensa e demorada tempestade, de nos levar a um caís tranqüilo
De infinito prazer que só sentem aqueles que se amam verdadeiramente,
Habitantes dos sonhos de deuses, seres intensamente apaixonados,
Eros no Olimpo, ao navegar de volta, para os braços de sua Afrodite,
Nas, agora, tranqüilas águas de um amor definitivo, quiçá para sempre!

Alma-Poeta

Alma-Poeta

Ecos de amor no tempo.
(by jan).

Se duzentas vidas eu tivesse
E contigo todas as duzentas vidas eu vivesse,
Não haveria quem, nossa felicidade, impedisse,
Se a este imenso amor eu sobrevivesse.

Mas se este amor não resistisse,
Viver, duzentas vidas, plenamente,
Certamente, Deus, aos teus encantos, permitisse,
Seduzir-me definitiva e eternamente.