sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O QUE FAZER PARA TE ESQUECER?

O QUE FAZER PARA TE ESQUECER?
(by jan)


Se ainda brilhas, indolente, sobre mim,

quando, sem que eu queira,

invades meus pensamentos

e ainda assim, me fazes ficar triste,

mesmo quando em meus desvarios

insistes em fantasiar meus dias,

sem realizar meus recônditos desejos.



Nesse instante fugaz,

relembro nossos momentos,

de felicidade incontida,

e ao fazê-lo, como extasiado,

permito remeter-me ao passado,

ainda tão presente,

quando minha alma gozei

na brancura dos lençóis

da nossa cama, desfeita na volúpia

do teu prazer intenso, contumaz, insano,

como fizeste com a minha vida

que, impiedosamente, estás, agora,.

roubando-a, para sempre, de mim,

transformando-me nesse miserável nômade,

descontrolado, sem domínio,

sem rumo, sem norte,

sem minha pousada de amor,

voando de galho em galho,

como um pássaro ferido,

a procura de outro ninho,

para curar minhas feridas.



Prisioneiro de sentimentos

confusos, deletérios,

na vã tentativa de me salvar de ti,

de teus fantásticos mistérios,

forço visões desencontradas:, desordenadas.



Vejo o mel que,

vazava da tua boca,

quando gozavas,

ser, agora, expelido como fel,

mostrando-me o quanto

eras dissimulada e

o quanto sorrias de mim

sem eu saber, impiedosa.



Visão triste, doída, infernal

de uma paixão terminal,

que, para mim, ainda insiste,

como uma doença,

parecer doce, bela, inicial

QUANDO NÃO SE TEM O QUE ESCREVER...

Quando não se tem o que escrever...
...escreve-se qualquer coisa que "lhe venha na telha!" (by jan).

Às vezes, não acredito na idade que tenho, ao me olhar no espelho, apesar das evidências da imagem nele refletida. Não sei quando vou me conscientizar que estou envelhecendo. Será isso bom ou um grande mal? Não sei! Só sei que me sinto bem com isso! Mas creio que o homem só deixa saudade quando morre jovem. Se ele vive muitos anos torna-se um estorvo, um fardo pesado, que cansa até as pessoas que o amam, ou amavam, fazendo com que todos dele se afastem. Tenho medo disso! Assim sendo, preciso demonstrar, sempre, que ainda sou jovem, apesar da idade, pois só assim não fugirão de mim as pessoas que amo e não me tornarei insuportável Quem sabe serei capaz, ainda, de amealhar mais uma alma que poderá sentir saudade de mim, após a minha morte. Se for assim, feliz, poderei assistir lá de cima, na nova morada, o carinho das pessoas que me amavam.

SE NÃO ME QUERIAS, PARA QUE ME DESPERTASTE?

SE NÃO ME QUERIAS, PARA QUE ME DESPERTASTE?
(by jan)

Por que te entregaste,

Assim, fingidamente,

Na alvura dos lençóis da nossa cama,

Que em seguida desfizeste,

Na pressa de ter o que não sentias,

Ao tentares possuir em mim,

O que se quer conheces ou desejas?

Sou um ser humano, sabias?

Tenho sentimentos: amo, sofro, sorrio

E por incrível que pareça também choro...

Então, por que me despertaste nesta madrugada,

Com o teu lindo corpo, é verdade,

Mas que, naquele instante,

Sem eu saber, me negavas?

Tiraste-me de um sono profundo,

Que, ao meu lado, eu pensava que velavas

E pouco a pouco, quando eu já repelia a noite,

Perfidamente, fizeste-me acordar dentro de ti,

Onde cego, muito, muito louco, ainda assim,

Descobri vales vazios, áridos, secos,

Totalmente desprovidos de mim!

Agora sei que, naquele momento, nada sentias

E que meu esforço de nada valeu.

Agora sei que és falsa, porque fingias.

Da próxima vez, peço-te:

Antes pensa, reflete no que fazes,

Vê se me respeitas e não te esqueças,

Que este ser que esteve sobre o teu corpo

E nele penetrou, enquanto fingias senti-lo,

É alguém que tem um coração,

Alguém que sendo pura emoção

E não somente razão

Finalmente, enxergou toda a tua trama

E, por isso, sofreu grande desilusão.

Por favor, repito: não te esqueças,

Sou um ser humano e não um animal!

COADJUVANTE, APENAS CREDOR DO TEU AMOR...

COADJUVANTE, APENAS CREDOR DO TEU AMOR...
(BY JAN)


Com ele intumescido,

Armado para o embate,

Onde sempre há empate,

Deixo-me vencer,

Por puro prazer,

Só para ouvir os teus gemidos,

Ecoarem em meus ouvidos

E tantas vezes repetirem

O som deste amor,

Que frágil como uma flor,

Precisa de muita dedicação

E de toda a minha atenção

Para que dês vazão,

A esta pura emoção

E soltes um forte grito

Vindo lá do fundo, bem vindo,

Do teu coração, aflito,

Bastante emocionado,

E cada vez mais endividado:

"Penetra-me meu macho gostoso,

Dá-me aquele prazer

Que somente tu és capaz,

Amo-te, minha vida, meu único amor!"

PREFIRO O AMOR

PREFIRO O AMOR...

(by jan)

Perguntei ao meu espelho,

Olhando-o bem sério,

No fundo dos seus olhos,

Com toda a minha autoridade:

Qual a diferença diga-me,

Com bastante seriedade,

Entre o amor e a amizade?

Fala-me, somente a verdade!

Qual deles é mais sensível,

Qual deles é mais seguro?

E ele olhando-me respondeu:

Ambos são sensíveis,

Ambos transmitem bastante segurança,

Só dependem de quem os sentem.

O amor nos faz voar nas asas da imaginação,

Faz-nos viajar e muito sonhar.

A amizade nos faz retornar ao chão,

Nele fincar os pés, racionalizar.

O amor é diferente, quando nasce,

Vem cercado de muito carinho,

Ele é pura emoção e menos razão.

Na amizade, o carinho é cuidado,

É emoção contida, com mais razão.

Ambos devem ser cultivados,

Com bastante respeito

E enfeitados de babados,

Com muita alegria e nenhuma tristeza.

Ambos são verdadeiros,

Mais o amor é muito mais, pois além da cumplicidade,

Que na amizade se faz bastante presente,

Nele se encontram, também, com grande facilidade,

Ressaltados o companheirismo e a amizade,

Mas para ficar diferente de tudo de bom que a amizade nos dá,

Deus antes do amor inventou a paixão,

Que nela trouxe grudado o danado do tesão,

He., coisa boa sô!

Deu-Lhe mais sinceridade,

Enfeitou o coração e foi aí que nasceu

A grande diferença entre um e outro,

Pois somado a tudo isso,

Deu ao amor mais felicidade.

E permitiu àqueles que o sentissem,

Que se pertencessem, para sempre!

DOENTE DE AMOR

DOENTE DE AMOR
(by jan)


Doente, padeço, em meu leito de dor,

Abandonado, ensandecido de amor,

Depressivo, ainda dominado pelo ciúme,

Sinto tua presença e o odor do teu perfume.



A dor tornou-se minha fiel companheira

E fez do meu amor, dor para a vida inteira,

Tua ausência fez de mim um ser fraco, banal,

Bagunçou a minha vida, transformou-a num vendaval.



Sem ti perdi o rumo, estou a matroca,

Que ódio, não consigo ver mais ninguém,

Perdido nesse ócio, aqui deitado nessa joça,

Permanecerei para não ver-te com outro alguém.



Por mais que eu queira, não consigo te esquecer,

Um só minuto, nesta inútil droga de vida,

E, apesar de tudo, ainda, insisto em te querer,

Por favor, volta me ama de novo, mais uma vez querida!



Se já não consegues, ao menos lembra de mim,

Antes que, chegue rápido, o meu fim,

Porque, senão, jamais poderei,

Contar-te o quanto, nesta vida, te amei.



Para que não se extinga na pira,

Dos amores o que mais se ferira,

De tanta saudade eu sofrer,

Pois sem ti não poderei mais viver,



Canto-te, entristecido, em minha lira,

Nessas lágrimas sentidas, que de saudade choro,

Pedindo-te: não deixes que o nosso amor se expire,

Dá-me minha vida de volta, de novo, imploro

ELOGIO RECEBIDO

UM ELOGIO QUE RECEBI EM BOA HORA


Fiquei muito orgulhoso, confesso, quando uma escritora e cronista famosa em sua cidade, premiada, várias vezes, pela Academia Brasileira de Letras, declarou-me que esse verso que escrevi, abaixo, excerto de um poema erótico de minha autoria, foi um dos mais lindos que ela teve a oportunidade de ler. Fiquei tão besta que nem lhe indaguei o porquê! Alguém achará que precisava? jan.

QUANDO DIGO QUE TE AMO, EU NÃO DIGO, ME UFANO! (by jan)